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Engasgo: o que fazer em adultos, crianças e bebês

Um engasgo pode começar durante uma refeição, enquanto uma criança brinca com um objeto pequeno ou até em uma situação aparentemente comum. Na maioria das vezes, a própria tosse consegue expulsar aquilo que entrou na via respiratória. Porém, quando a passagem do ar fica completamente ou quase completamente bloqueada, a situação pode evoluir rapidamente para perda da consciência e parada cardiorrespiratória.

Por isso, saber o que fazer em caso de engasgo é uma das habilidades mais importantes dos primeiros socorros.

A primeira decisão é também uma das mais importantes: identificar se a pessoa ainda consegue respirar, falar ou tossir. Quando consegue, geralmente ainda existe passagem de ar e a tosse deve ser estimulada. Quando não consegue falar, tossir de maneira eficaz ou respirar, é necessário agir imediatamente.

As manobras também mudam conforme a idade. Adultos e crianças maiores de um ano recebem uma abordagem; bebês menores de um ano precisam de uma técnica específica. Gestantes e pessoas cuja circunferência abdominal impeça as compressões abdominais também exigem adaptação.

Neste guia, você aprenderá como reconhecer um engasgo, diferenciar uma obstrução leve de uma obstrução grave e entender o que fazer em adultos, crianças e bebês.

Sumário:

Importante: este conteúdo tem finalidade educativa e não substitui treinamento presencial em primeiros socorros. Diante de uma obstrução grave das vias aéreas, acione imediatamente um serviço de emergência. No Brasil, o SAMU pode ser acionado pelo 192.

O que é engasgo?

O engasgo acontece quando algum material interfere na passagem normal do ar pelas vias respiratórias.

Em primeiros socorros, uma das situações mais preocupantes é chamada de Obstrução de Vias Aéreas por Corpo Estranho (OVACE). Ela pode ocorrer quando alimento, brinquedo, moeda ou outro objeto entra acidentalmente na via respiratória e bloqueia parcial ou completamente a passagem do ar.

A obstrução pode estar localizada principalmente em regiões como a laringe ou a traqueia. Dependendo do tamanho e da posição do objeto, ainda pode existir alguma passagem de ar ou a via aérea pode ficar completamente bloqueada.

O organismo possui um mecanismo natural bastante eficiente para tentar resolver esse problema: a tosse. Por isso, uma pessoa que está tossindo vigorosamente não deve receber imediatamente compressões abdominais ou outras manobras de desobstrução.

O problema se torna muito mais grave quando a tosse deixa de ser eficiente ou desaparece.

Como saber se uma pessoa está realmente engasgada?

Ilustração dividida em duas cenas comparando tipos de engasgo em um adulto. À esquerda, o homem está consciente, tossindo com força e ainda movimentando ar, indicado por linhas azuis saindo da boca, enquanto uma mulher observa e o incentiva. À direita, o mesmo homem apresenta obstrução grave das vias aéreas, com as duas mãos no pescoço, sem conseguir tossir ou respirar adequadamente, enquanto a mulher se aproxima para ajudá-lo.

Nem todo episódio de tosse durante uma refeição significa que existe uma obstrução grave.

A característica mais importante é observar se o ar ainda está passando.

Obstrução leveObstrução grave
Consegue respirarNão consegue respirar adequadamente
Consegue falar ou emitir sonsNão consegue falar ou emitir som
Tosse forte e eficazTosse fraca, silenciosa ou ausente
Há passagem de arPassagem de ar muito reduzida ou ausente
Geralmente permanece conscientePode apresentar alteração da consciência
Deve ser incentivada a tossirNecessita de intervenção imediata

Essa diferenciação também aparece nas diretrizes internacionais atuais. A AHA considera sinais de obstrução grave a presença de tosse muito fraca ou ausente, incapacidade de falar, alteração da coloração da pele, alteração do estado mental ou ausência de respiração.

A pessoa também pode levar as mãos ao pescoço, gesto conhecido popularmente como sinal universal do engasgo. Entretanto, esse sinal não precisa estar presente para que exista uma obstrução.

Lábios ou pele progressivamente azulados ou arroxeados, chamados de cianose, são sinais tardios de falta de oxigênio e indicam extrema gravidade.

O que fazer quando a pessoa ainda consegue tossir?

Se a pessoa está consciente e consegue tossir com força, respirar ou falar, não faça compressões abdominais.

Incentive-a a continuar tossindo.

A tosse produz uma pressão dentro do tórax que pode ser suficiente para deslocar e expulsar o objeto. Interferir nesse momento com manobras desnecessárias pode deslocar o corpo estranho e transformar uma obstrução parcial em uma obstrução completa.

Permaneça ao lado da pessoa e observe atentamente.

Se a tosse começar a ficar fraca, a pessoa deixar de falar ou respirar, apresentar alteração da consciência ou demonstrar piora evidente, considere que a situação evoluiu para uma obstrução grave e inicie as manobras de desobstrução.

Essa conduta de permitir que pessoas com obstrução leve tentem limpar a própria via aérea por meio da tosse também é recomendada nas diretrizes pediátricas atuais.

O que fazer em caso de engasgo grave

Uma pessoa que não consegue falar, respirar ou tossir de maneira eficaz precisa de ajuda imediatamente.

Peça para alguém acionar o serviço de emergência enquanto você inicia o atendimento. Se estiver sozinho e tiver um telefone disponível, utilize o viva-voz para continuar prestando os primeiros socorros enquanto recebe orientações da central.

A sequência depende principalmente da idade da vítima.

Engasgo em adultos: como agir

Para um adulto consciente apresentando sinais de obstrução grave, a recomendação atual é alternar cinco golpes nas costas com cinco compressões abdominais.

A sequência pode ser memorizada assim:

  1. Incline a pessoa ligeiramente para frente e aplique 5 golpes firmes entre as escápulas, utilizando a base da mão.
  2. Se o objeto não sair, posicione-se atrás da vítima, passe os braços ao redor de sua cintura e faça 5 compressões abdominais, colocando o punho acima do umbigo e abaixo da extremidade inferior do osso esterno. Comprima para dentro e para cima.

Continue alternando 5 golpes nas costas e 5 compressões abdominais até que o objeto seja expelido ou a pessoa se torne inconsciente.

Cada golpe deve ser uma tentativa efetiva de produzir pressão suficiente para deslocar o corpo estranho. Não existe necessidade de realizar rapidamente os cinco movimentos como se fossem uma sequência automática: observe se houve desobstrução após cada tentativa.

As compressões abdominais são frequentemente chamadas de manobra de Heimlich.

Quando a pessoa voltar a respirar, interrompa as manobras e continue observando seu estado.


Como desengasgar uma criança maior de 1 ano

Para a criança maior de um ano com obstrução grave, a lógica é semelhante à utilizada no adulto: 5 golpes nas costas seguidos de 5 compressões abdominais. A recomendação faz parte das diretrizes pediátricas da AHA de 2025.

A principal adaptação é o tamanho da criança.

O socorrista pode precisar se ajoelhar atrás dela para ficar na altura adequada. A posição deve permitir que os movimentos sejam realizados com controle e sem levantar a criança do chão.

Primeiro, incline a criança para frente, mantendo-a apoiada, e aplique cinco golpes firmes entre as escápulas.

Se o objeto não for expelido, posicione-se atrás da criança. Coloque uma das mãos fechada em punho no abdome, acima do umbigo e abaixo do esterno. Segure o punho com a outra mão e faça compressões para dentro e para cima.

Realize cinco compressões e volte aos cinco golpes dorsais.

Continue alternando as duas técnicas até ocorrer uma destas situações: o corpo estranho é expelido, a criança volta a respirar adequadamente ou perde a consciência.

A Sociedade Brasileira de Pediatria também reforça que, se a criança ainda apresenta tosse eficaz ou consegue emitir sons, as manobras de desobstrução não devem ser iniciadas, porque a tosse continua sendo o principal mecanismo natural de expulsão do objeto.

Ilustração dividida em quatro cenas mostrando primeiros socorros em caso de engasgo grave. Na parte superior, uma mulher aplica golpes entre as escápulas em um homem inclinado para frente e, em seguida, realiza compressões abdominais por trás. Na parte inferior, a mesma sequência é demonstrada em uma criança consciente, com a socorrista adaptando a altura e ajoelhando-se atrás dela para realizar as compressões abdominais.

Engasgo em bebê: o que fazer

Bebês menores de um ano não devem receber compressões abdominais.

A anatomia do bebê e o risco de lesão dos órgãos internos tornam necessária uma técnica diferente. As recomendações atuais utilizam ciclos de 5 golpes nas costas e 5 compressões torácicas.

Se o bebê estiver tossindo com força, chorando ou respirando, observe e permita que ele tente eliminar a obstrução sozinho.

Se ele não conseguir respirar, chorar ou tossir efetivamente, considere a obstrução grave.

Segure o bebê de bruços sobre seu antebraço, apoiando adequadamente a cabeça e a mandíbula sem comprimir o pescoço. A cabeça deve permanecer mais baixa que o restante do corpo.

Com a base da mão livre, faça cinco golpes firmes nas costas, entre as escápulas.

Se o objeto não sair, vire cuidadosamente o bebê de barriga para cima, mantendo novamente a cabeça em posição mais baixa que o tronco.

Observe rapidamente a boca. Se houver um objeto claramente visível e fácil de alcançar, ele pode ser removido com cuidado. Não introduza os dedos às cegas dentro da boca.

Em seguida, faça cinco compressões torácicas sobre o esterno.

As diretrizes de 2025 passaram a recomendar a técnica utilizando a base de uma das mãos para essas compressões de desobstrução. Continue alternando cinco golpes nas costas e cinco compressões no tórax até que o objeto seja expelido ou o bebê se torne inconsciente.

Não balance o bebê, não o suspenda pelos pés e não faça compressões no abdome.

Ilustração dividida em duas cenas mostrando primeiros socorros para engasgo grave em bebê menor de um ano. À esquerda, a cuidadora apoia o bebê de bruços sobre o antebraço, com a cabeça mais baixa que o tronco, enquanto aplica um golpe nas costas entre as escápulas. À direita, a mesma cuidadora segura o bebê de barriga para cima, ainda com a cabeça mais baixa que o corpo, e realiza compressões no centro do peito. A cena tem caráter educativo e mostra a técnica de forma calma e segura.

E se o bebê engasgar com leite ou outro líquido?

Essa é uma dúvida particularmente frequente entre pais e cuidadores.

Nem todo episódio popularmente chamado de “engasgo com leite” representa uma obstrução da via aérea por um corpo sólido. Bebês podem tossir durante a amamentação ou alimentação devido aos próprios mecanismos de proteção da via respiratória.

Quando o bebê está tossindo, chorando e respirando, isso significa que existe passagem de ar.

Nessa situação, mantenha-o sentado ou semissentado, permita que tussa e observe sua recuperação. A Sociedade Brasileira de Pediatria alerta que realizar manobras de desobstrução automaticamente em episódios envolvendo líquidos pode ser inadequado quando a criança mantém tosse e respiração eficazes.

Por outro lado, se o bebê deixar de respirar, não conseguir emitir sons ou perder a consciência, a situação passa a ser uma emergência.

Engasgo em gestantes e pessoas com maior circunferência abdominal

Existem situações em que não é possível envolver adequadamente o abdome da vítima para realizar as compressões.

Isso pode ocorrer principalmente no final da gestação e em pessoas cuja circunferência abdominal impeça o posicionamento correto dos braços.

Nesses casos, mantenha os 5 golpes nas costas, mas substitua as compressões abdominais por 5 compressões no tórax.

A AHA 2025 recomenda essa adaptação para gestantes em estágios avançados da gravidez e sempre que o socorrista não conseguir envolver o abdome adequadamente.

Continue alternando os movimentos até a expulsão do objeto ou a perda da consciência.

Ilustração dividida em duas cenas mostrando primeiros socorros para engasgo grave em um homem obeso consciente. À esquerda, a vítima se inclina para frente enquanto o socorrista a apoia e aplica um golpe entre as escápulas. À direita, o socorrista se posiciona atrás da vítima, envolve seu tronco com os braços e realiza compressões na região central do tórax, evitando pressionar o abdômen.

O que fazer se a pessoa engasgada ficar inconsciente?

Uma obstrução grave impede a chegada adequada de oxigênio aos pulmões. Se não for resolvida, a pessoa pode perder a consciência e evoluir para uma parada cardiorrespiratória.

Se isso acontecer, ampare a queda sempre que possível e coloque a vítima deitada de costas sobre uma superfície firme.

Acione imediatamente o serviço de emergência, caso isso ainda não tenha sido feito.

A partir desse momento, inicie a reanimação cardiopulmonar (RCP), começando pelas compressões torácicas. Antes de realizar ventilações, abra a via aérea e observe rapidamente o interior da boca.

Se visualizar claramente o objeto e ele puder ser retirado facilmente, remova-o.

Se não estiver visível, não faça varredura com os dedos.

A tentativa de procurar o corpo estranho às cegas pode empurrá-lo para uma região ainda mais profunda da via aérea e piorar a obstrução. Tanto as diretrizes internacionais quanto os protocolos utilizados como nossa base técnica desaconselham essa prática.

Continue a RCP até que a pessoa demonstre sinais de recuperação ou até a chegada do atendimento especializado.

Entender essa ligação entre engasgo e parada cardiorrespiratória é importante: especialmente nas crianças, a falta de oxigênio decorrente de problemas respiratórios é uma das principais vias de evolução para uma PCR.

O que não fazer durante um engasgo

Alguns comportamentos populares podem piorar a situação.

Se a pessoa apresenta tosse forte e consegue respirar, não faça imediatamente a manobra de Heimlich ou golpes nas costas. Incentive a tosse e observe.

Não dê água, alimentos ou qualquer outra coisa para a pessoa “empurrar” o objeto.

Não introduza os dedos na garganta procurando algo que você não consegue enxergar. A remoção manual deve ser tentada apenas quando o corpo estranho estiver claramente visível e acessível.

Em bebês, não segure a criança de cabeça para baixo pelos pés, não balance e não realize compressões abdominais.

Também não espere a pessoa “melhorar sozinha” quando os sinais indicarem obstrução grave. A incapacidade de respirar, falar ou tossir efetivamente exige ação imediata e acionamento do serviço de emergência.

O objeto saiu. Está tudo resolvido?

Nem sempre.

Mesmo depois que a pessoa volta a respirar, parte do corpo estranho pode permanecer na via respiratória. Também podem ocorrer lesões decorrentes da própria obstrução ou das manobras necessárias para eliminá-la.

Procure atendimento médico se permanecerem sintomas como tosse persistente, chiado, dificuldade para respirar, dor no peito, dificuldade para engolir, alteração da voz ou sensação de que algo continua preso.

Em crianças, a recomendação é ainda mais cautelosa. A Sociedade Brasileira de Pediatria orienta avaliação médica após manobras de desengasgo, principalmente pela possibilidade de aspiração residual ou lesões que não sejam imediatamente perceptíveis.

Depois de uma obstrução grave, continue observando a vítima até a chegada do atendimento especializado.

Por que o engasgo pode ser tão perigoso?

O cérebro, o coração e os demais órgãos dependem continuamente de oxigênio.

Quando um objeto bloqueia completamente a via respiratória, o oxigênio disponível no organismo começa a ser consumido sem que uma quantidade adequada consiga entrar nos pulmões.

A pessoa inicialmente pode permanecer consciente, mas a falta progressiva de oxigênio pode provocar alteração do comportamento, perda da consciência e, posteriormente, parada cardiorrespiratória.

É justamente por isso que reconhecer rapidamente a diferença entre uma tosse eficaz e uma obstrução grave faz tanta diferença.

O objetivo dos primeiros socorros não é apenas “fazer uma manobra”, mas reconhecer corretamente o problema, pedir ajuda e realizar a intervenção adequada para aquela vítima.

Como prevenir engasgos em crianças

Crianças pequenas apresentam risco especial porque ainda estão desenvolvendo a mastigação, costumam explorar objetos colocando-os na boca e podem comer enquanto brincam ou se movimentam. A Sociedade Brasileira de Pediatria informa que a maior parte dos episódios pediátricos ocorre nos primeiros anos de vida.

A prevenção começa durante a alimentação. Crianças pequenas devem comer sentadas e sob supervisão. Os alimentos precisam ser preparados em tamanho e formato adequados à idade, e a criança deve aprender a mastigar antes de engolir. Alimentos duros ou de formato capaz de se moldar à via aérea merecem especial cuidado; entre os exemplos estão uvas inteiras, salsichas, pipoca, amendoim, castanhas, balas duras e pedaços grandes de alimentos.

Enquanto estiver com comida na boca, a criança não deve correr, brincar ou deitar.

O ambiente também precisa ser observado. Moedas, peças pequenas de brinquedos, botões, tampas, bolinhas, parafusos e outros pequenos objetos devem permanecer fora do alcance de crianças pequenas. Brinquedos devem ser adequados à faixa etária e estar em boas condições de conservação.

Prevenir continua sendo a maneira mais segura de lidar com o engasgo.

Perguntas frequentes sobre engasgo

Devo bater nas costas de qualquer pessoa que estiver engasgada?

Não. Se a pessoa consegue tossir vigorosamente e respirar, incentive a tosse e observe. Os golpes nas costas fazem parte da abordagem da obstrução grave, quando a tosse é ineficaz ou a pessoa não consegue falar ou respirar.

A manobra de Heimlich ainda é recomendada?

Sim, mas a orientação atual para adultos e crianças maiores de um ano com obstrução grave é alternar 5 golpes nas costas com 5 compressões abdominais, em vez de depender exclusivamente das compressões abdominais. Essa é uma das atualizações das diretrizes AHA 2025.

Posso fazer a manobra de Heimlich em um bebê?

Não. Em bebês menores de um ano, as compressões abdominais não são recomendadas pelo risco de lesões. São utilizados 5 golpes nas costas alternados com 5 compressões torácicas.

Posso colocar o dedo na boca para retirar o objeto?

Somente se o objeto estiver claramente visível e puder ser alcançado com segurança. Nunca faça uma busca às cegas com os dedos dentro da boca ou garganta.

Quando devo chamar o serviço de emergência?

Uma obstrução grave deve ser tratada como emergência. Se a pessoa não consegue respirar, falar ou tossir eficazmente, peça ajuda e acione o serviço de emergência imediatamente. Se outra pessoa estiver presente, ela pode realizar a ligação enquanto você inicia as manobras.

O engasgo pode provocar parada cardiorrespiratória?

Sim. Uma obstrução completa impede a entrada de oxigênio e pode causar perda de consciência e parada cardiorrespiratória. Se a pessoa se tornar inconsciente, devem ser iniciadas as manobras de RCP.

Saber reconhecer é tão importante quanto saber agir

O engasgo é uma situação em que poucos minutos podem separar um episódio simples de uma emergência potencialmente fatal.

A regra mais importante é observar se existe passagem de ar.

Se a pessoa consegue tossir com força, falar ou respirar, incentive a tosse e acompanhe. Se não consegue respirar, falar ou tossir de maneira eficaz, acione ajuda e inicie as manobras de desobstrução adequadas à idade.

Em adultos e crianças maiores de um ano, alterne 5 golpes nas costas e 5 compressões abdominais. Em bebês menores de um ano, alterne 5 golpes nas costas e 5 compressões torácicas. Em gestantes no final da gravidez ou quando não for possível envolver o abdome, substitua as compressões abdominais por compressões no tórax.

Se a vítima perder a consciência, inicie RCP.

Conhecer esses passos pode permitir que uma pessoa comum reconheça uma emergência e mantenha uma vítima viva até a chegada do atendimento especializado.

Referências 

American Heart Association. 2025 Guidelines for Cardiopulmonary Resuscitation and Emergency Cardiovascular Care — Adult Basic Life Support. A atualização estabelece ciclos de 5 golpes dorsais e 5 compressões abdominais para adultos com obstrução grave consciente.

American Heart Association. 2025 Guidelines — Pediatric Basic Life Support. Recomenda 5 golpes dorsais + 5 compressões abdominais para crianças e 5 golpes dorsais + 5 compressões torácicas para lactentes.

International Liaison Committee on Resuscitation — ILCOR. 2025 International Consensus on First Aid Science With Treatment Recommendations. Reforça intervenção precoce, uso de golpes dorsais e contraindicação da varredura digital às cegas.

Sociedade Brasileira de Pediatria. Aspiração de corpo estranho e Obstrução de vias aéreas por corpo estranho e engasgo por líquidos: o que fazer? Orientações específicas para crianças, bebês, prevenção e situações envolvendo líquidos.

Ministério da Saúde. SAMU 192 — Serviço de Atendimento Móvel de Urgência.

 

Importante: Este conteúdo possui finalidade educativa e não substitui avaliação ou atendimento profissional. Em uma emergência, acione o serviço de emergência adequado e siga as orientações fornecidas pelo atendente.

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