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Como fazer RCP: guia passo a passo para agir em uma parada cardiorrespiratória

Saber como fazer RCP pode fazer diferença nos minutos mais críticos de uma emergência. Quando uma pessoa sofre uma parada cardiorrespiratória, o coração deixa de bombear sangue de maneira eficaz e o cérebro e outros órgãos passam rapidamente a receber menos oxigênio.

Nessa situação, esperar apenas pela chegada da equipe de emergência pode significar perder minutos preciosos. A ressuscitação cardiopulmonar — conhecida pela sigla RCP — utiliza compressões no tórax para manter parte do sangue circulando enquanto o atendimento especializado e, quando necessário, a desfibrilação não chegam.

A RCP realizada por quem presencia a parada não substitui o atendimento profissional. Ela funciona como uma ponte entre o momento em que a parada acontece e a chegada do socorro.

Por isso, o objetivo deste guia não é transformar o leitor em profissional de saúde. É ensinar uma sequência simples, segura e baseada nas principais diretrizes atuais de ressuscitação para que uma pessoa comum saiba o que fazer diante de um adulto que sofre uma parada cardiorrespiratória.

Sumário:

Em uma emergência real: garanta que o local seja seguro, verifique se a pessoa responde e se respira normalmente, acione o serviço de emergência, inicie as compressões e utilize um DEA assim que ele estiver disponível.

O que é RCP?

RCP significa ressuscitação cardiopulmonar.

É um conjunto de procedimentos realizados quando uma pessoa apresenta uma parada cardiorrespiratória. Para quem presta os primeiros socorros, o componente mais importante da RCP é a realização precoce de compressões torácicas de boa qualidade.

Quando o coração para de bombear adequadamente, as compressões exercidas sobre o tórax ajudam a produzir artificialmente algum fluxo de sangue para órgãos vitais, principalmente cérebro e coração.

A RCP, portanto, não deve ser entendida apenas como uma tentativa de “fazer o coração voltar a bater”. Seu papel imediato é ganhar tempo e manter a circulação até que intervenções capazes de tratar a causa da parada estejam disponíveis, especialmente a desfibrilação quando o ritmo cardíaco permitir.

A American Heart Association destaca a RCP precoce e a desfibrilação rápida como duas das intervenções fundamentais para melhorar as chances de sobrevivência em uma parada cardíaca.

Quando iniciar a RCP?

Mulher verifica a responsividade e observa a respiração de um homem inconsciente no chão.

Para o público leigo, não é necessário tentar encontrar o pulso de uma pessoa antes de começar as compressões.

Suspeite de parada cardiorrespiratória quando um adulto apresenta, ao mesmo tempo:

  • não responde quando chamado ou estimulado;
  • não respira normalmente.

A respiração ausente é um sinal evidente. Entretanto, existe outro sinal que frequentemente provoca confusão: o gasping, também chamado de respiração agônica.

A pessoa pode realizar movimentos respiratórios lentos, irregulares, ruidosos ou semelhantes a suspiros. Isso não deve ser interpretado como respiração normal.

As diretrizes atuais orientam que, diante de um adulto irresponsivo que não respira ou apresenta apenas respiração anormal desse tipo, o leigo deve presumir uma parada cardíaca e agir. A tentativa de localizar um pulso pode atrasar desnecessariamente o início das compressões.

Como fazer RCP em um adulto: passo a passo

Mulher realiza compressões torácicasem adulto com braços estendidose mãos posicionadas no centro do peito.

 

1. Verifique se o local é seguro

Antes de se aproximar, observe rapidamente o ambiente.

Procure riscos como:

  • trânsito de veículos;
  • fios elétricos;
  • fogo ou fumaça;
  • vazamento de gás;
  • produtos químicos;
  • estruturas instáveis;
  • água ou outras condições que possam colocar você em perigo.

Não se torne uma segunda vítima.

Se houver um risco que impeça uma aproximação segura, acione imediatamente o serviço de emergência e siga as orientações fornecidas pelo atendente.


2. Verifique se a pessoa responde

Aproxime-se e tente obter uma resposta.

Chame a pessoa em voz alta e observe se há algum movimento ou reação.

Se ela não responder, considere que está irresponsiva e passe imediatamente para a avaliação da respiração.

Não gaste tempo com tentativas prolongadas de acordá-la.


3. Observe se existe respiração normal

Observe rapidamente o tórax e perceba se a pessoa respira normalmente.

Não confunda gasping com respiração normal.

Suspiros espaçados, movimentos respiratórios muito irregulares ou respirações ruidosas e ineficazes podem ocorrer nos primeiros momentos de uma parada cardiorrespiratória.

Para o leigo, a combinação de:

pessoa irresponsiva + ausência de respiração normal

é suficiente para justificar o início da resposta à parada cardiorrespiratória.


4. Acione o serviço de emergência

Peça ajuda imediatamente.

Se houver outra pessoa no local, seja específico:

“Ligue para o serviço de emergência e procure um DEA.”

No Brasil, o SAMU pode ser acionado pelo 192 e o Corpo de Bombeiros pelo 193. O SAMU inclui problemas cardiorrespiratórios entre as situações indicadas para acionamento de emergência.

Se estiver sozinho e tiver um celular, utilize o viva-voz. Dessa forma, é possível conversar com a central enquanto começa as compressões.

O atendente poderá orientar a realização da RCP até a chegada da equipe.

Não coloque o telefone no ouvido se isso fizer você interromper as compressões.


5. Coloque a pessoa sobre uma superfície firme

A pessoa deve, sempre que possível e sem atrasar desnecessariamente o atendimento, permanecer:

  • deitada de costas;
  • com o tórax voltado para cima;
  • sobre uma superfície firme.

O chão geralmente oferece condições melhores para realizar compressões eficazes do que colchões ou superfícies muito macias.

Se a pessoa já estiver no chão e você consegue realizar as compressões com segurança, não perca tempo tentando transportá-la para outro local.


6. Posicione corretamente as mãos

Posição correta das mãos entrelaçadas para realizar compressões torácicas em adultos durnate a RCP.

 

Ajoelhe-se ao lado do tórax da vítima.

Coloque a base de uma das mãos no centro do peito, sobre a metade inferior do esterno.

Coloque a outra mão sobre a primeira.

Mantenha as mãos sobrepostas e posicione o corpo de maneira que os seus ombros fiquem aproximadamente sobre as mãos.

Mantenha os braços estendidos.

Essa posição permite utilizar o peso do corpo para produzir compressões mais eficazes e reduz a dependência apenas da força dos braços.

A posição recomendada para compressões em adultos permanece centrada sobre a região inferior do esterno.


7. Comece as compressões torácicas

Comprima o tórax de maneira forte, rápida e ritmada.

Para um adulto, procure manter:

Frequência: 100 a 120 compressões por minuto.

Profundidade: aproximadamente 5 a 6 centímetros.

Após cada compressão, permita que o tórax retorne completamente à posição normal antes da próxima.

Não permaneça apoiado sobre o peito da vítima entre uma compressão e outra.

As diretrizes AHA 2025 recomendam profundidade de pelo menos 5 cm no adulto médio, evitando compressões excessivamente profundas acima de aproximadamente 6 cm, além de frequência entre 100 e 120 compressões por minuto e retorno completo do tórax.

A técnica pode ser resumida assim:

Comprima forte.
Comprima rápido.
Deixe o tórax retornar.
Interrompa o mínimo possível.

As pausas diminuem o fluxo produzido pelas compressões. Por isso, atividades que interrompem a RCP devem ser realizadas o mais rapidamente possível.


8. Faça 30 compressões e 2 ventilações se souber realizar a técnica

Pessoas treinadas em RCP podem alternar:

30 compressões torácicas + 2 ventilações

Abra a via aérea inclinando cuidadosamente a cabeça para trás e elevando o queixo, quando não houver suspeita de trauma importante.

Tampe o nariz da vítima e realize a ventilação utilizando um dispositivo de barreira quando disponível.

Cada ventilação deve durar aproximadamente 1 segundo, utilizando apenas o volume necessário para produzir elevação visível do tórax.

Evite soprar excessivamente.

Após as duas ventilações, retorne imediatamente às compressões.

A relação de 30 compressões para 2 ventilações permanece recomendada para RCP convencional de adultos sem via aérea avançada.

Não sei fazer respiração boca a boca. Posso fazer apenas compressões?

Sim.

Se um adolescente ou adulto apresenta uma parada súbita e você não possui treinamento em ventilação, não se sente seguro para realizá-la ou não dispõe de uma barreira apropriada, inicie imediatamente as compressões torácicas.

É a chamada RCP somente com as mãos, ou Hands-Only CPR.

Continue realizando compressões entre 100 e 120 por minuto até a chegada do socorro ou de um DEA.

A American Heart Association orienta que todos os leigos realizem pelo menos compressões torácicas em adultos com suspeita de parada cardíaca. Pessoas treinadas podem associar ventilações às compressões.

O principal erro seria permanecer sem fazer nada por receio de realizar a técnica de maneira imperfeita.

O DEA deve ser utilizado durante a RCP?

DEA conectado a adulto inconsciente com eletrodos posicionados no tórax enquanto socorristas mantémm distância.

 

Sim.

O Desfibrilador Externo Automático — DEA deve ser utilizado assim que estiver disponível.

O aparelho consegue analisar a atividade elétrica do coração e identificar quando existe um ritmo em que a aplicação de um choque pode ser indicada.

O DEA foi desenvolvido para orientar o usuário durante o procedimento e fornece comandos visuais e/ou sonoros.

Como utilizar o DEA

Quando o aparelho chegar:

  1. ligue o DEA;
  2. exponha o tórax da vítima;
  3. retire as pás adesivas da embalagem;
  4. coloque-as no tórax seguindo o desenho apresentado nas próprias pás;
  5. conecte-as ao aparelho, caso ainda não estejam conectadas;
  6. siga as instruções emitidas pelo equipamento.

Continue as compressões enquanto o DEA é preparado, sempre que isso for possível.

Quando o aparelho informar que irá analisar o ritmo, ninguém deve tocar na vítima.

Se o DEA indicar choque:

  • confira se ninguém está tocando na pessoa;
  • afaste-se;
  • aplique o choque conforme a orientação do equipamento;
  • retome imediatamente as compressões.

Se o choque não for indicado:

  • retome imediatamente a RCP.

Não espere para ver se a pessoa “melhorou” depois do choque antes de voltar às compressões.

O DEA repetirá periodicamente a análise e informará quando será necessário interromper brevemente as compressões.


É possível usar um DEA sem ser profissional de saúde?

Sim.

O DEA é projetado para permitir utilização por pessoas que não são profissionais de saúde.

O equipamento analisa o ritmo cardíaco e somente recomenda choque quando identifica uma condição compatível com desfibrilação.

Por isso, encontrar um DEA rapidamente pode ser tão importante quanto chamar o serviço de emergência.

Locais de grande circulação — como aeroportos, centros comerciais, academias, estádios, empresas e prédios públicos — podem possuir esse equipamento.

Se houver várias pessoas ajudando, peça que uma delas procure um DEA enquanto outra liga para o serviço de emergência e você inicia a RCP.


Qual é o ritmo correto das compressões?

O objetivo é manter 100 a 120 compressões por minuto.

Mais rápido nem sempre significa melhor.

Compressões excessivamente rápidas podem dificultar atingir a profundidade adequada e permitir o retorno completo do tórax.

Por outro lado, compressões muito lentas produzem menos fluxo sanguíneo.

Por isso, a qualidade da RCP depende de vários elementos funcionando ao mesmo tempo:

  • frequência adequada;
  • profundidade adequada;
  • retorno completo do tórax;
  • poucas interrupções;
  • ventilações sem excesso, quando realizadas.

Preciso verificar o pulso durante a RCP?

Se você é leigo, não interrompa a RCP repetidamente para tentar procurar pulso.

A identificação de pulso pode ser difícil até mesmo para pessoas treinadas e uma tentativa prolongada pode causar pausas desnecessárias.

Observe principalmente se surgem sinais evidentes de vida, como movimentos voluntários ou retorno de uma respiração normal.

A central de emergência também poderá orientá-lo durante o atendimento.

Quando parar a RCP?

Depois de iniciar as compressões, mantenha a RCP continuamente.

Em geral, continue até ocorrer uma destas situações:

  • a pessoa apresentar sinais claros de vida e voltar a respirar normalmente;
  • uma equipe de emergência assumir o atendimento;
  • o ambiente deixar de ser seguro;
  • você ficar fisicamente incapaz de continuar;
  • um profissional responsável pelo atendimento determinar a interrupção.

Se outra pessoa souber realizar RCP, é possível alternar quem realiza as compressões para diminuir a fadiga.

A troca deve ser rápida.

A qualidade das compressões tende a cair conforme o socorrista se cansa, mesmo que ele próprio ainda não perceba.

E se eu quebrar uma costela?

Esse receio é comum.

Compressões torácicas podem produzir lesões, principalmente em pessoas idosas ou frágeis.

Entretanto, uma parada cardiorrespiratória é uma condição imediatamente fatal se a circulação não for restabelecida.

As diretrizes atuais ressaltam que o risco de causar dano grave ao realizar compressões em uma pessoa irresponsiva que eventualmente não esteja em parada é pequeno quando comparado ao risco de deixar de realizar RCP em alguém que realmente está em parada cardíaca.

Portanto, o medo de causar uma lesão não deve impedir o início das compressões quando existem sinais compatíveis com PCR.


Erros comuns durante a RCP

Comprimir devagar demais

Compressões abaixo da frequência adequada podem gerar circulação insuficiente.

Mantenha o ritmo entre 100 e 120 compressões por minuto.

Fazer compressões muito superficiais

No adulto, o tórax precisa ser comprimido aproximadamente 5 a 6 cm.

Compressões superficiais podem produzir fluxo sanguíneo insuficiente.

Apoiar o peso sobre o tórax

Depois de cada compressão, permita o retorno completo do peito.

Não permaneça “inclinado” sobre o tórax entre as compressões.

Fazer muitas pausas

Interrompa as compressões apenas quando necessário.

Enquanto outra pessoa prepara o DEA ou realiza uma ligação, sempre que possível alguém deve permanecer realizando RCP.

Perder tempo tentando encontrar pulso

Essa não é uma etapa recomendada para o leigo.

Pessoa irresponsiva que não respira normalmente deve ser tratada como possível parada cardiorrespiratória.

Ventilar com força excessiva

Quando forem realizadas ventilações, utilize apenas o volume necessário para observar a elevação do tórax.

Ventilações excessivas não melhoram a RCP.


RCP em crianças e bebês é igual à RCP em adultos?

Não completamente.

Os princípios fundamentais permanecem — reconhecer rapidamente a parada, pedir ajuda, realizar RCP de alta qualidade e utilizar o DEA quando indicado —, porém existem diferenças importantes na técnica.

Em crianças e lactentes, causas respiratórias têm participação proporcionalmente maior nas paradas cardiorrespiratórias. Por isso, as ventilações assumem importância ainda maior na RCP pediátrica.

A profundidade das compressões também é adaptada ao tamanho do tórax. Como referência aproximada, utiliza-se cerca de:

  • 5 cm em crianças;
  • 4 cm em lactentes;

correspondendo aproximadamente a um terço da dimensão anteroposterior do tórax.

A técnica das mãos e a relação entre compressões e ventilações também podem variar conforme a idade e o número de socorristas.

A RCP sozinha consegue fazer o coração voltar a funcionar?

Pode acontecer retorno da circulação durante uma ressuscitação, mas esse não deve ser entendido como o único objetivo das compressões.

A principal função da RCP realizada por uma testemunha é manter algum fluxo de sangue para órgãos essenciais enquanto se espera por:

  • desfibrilação;
  • atendimento pré-hospitalar;
  • suporte avançado;
  • tratamento da causa da parada.

Alguns ritmos cardíacos da parada respondem particularmente à desfibrilação.

Por isso, RCP e DEA trabalham juntos: as compressões ajudam a preservar a circulação enquanto o desfibrilador é providenciado e utilizado.

Resumo: o que fazer diante de uma possível parada cardiorrespiratória

Ao encontrar um adulto irresponsivo e que não respira normalmente:

  1. Certifique-se de que o local é seguro.
  2. Verifique se a pessoa responde.
  3. Observe se existe respiração normal.
  4. Acione imediatamente o serviço de emergência.
  5. Peça que alguém procure um DEA.
  6. Coloque a vítima de costas sobre uma superfície firme, se isso puder ser feito sem atraso importante.
  7. Posicione as mãos no centro do peito, sobre a metade inferior do esterno.
  8. Comprima entre 100 e 120 vezes por minuto.
  9. Comprima aproximadamente 5 a 6 cm no adulto.
  10. Permita o retorno completo do tórax após cada compressão.
  11. Se possuir treinamento, faça ciclos de 30 compressões e 2 ventilações.
  12. Se não souber ou não puder ventilar, continue realizando compressões.
  13. Utilize o DEA assim que ele estiver disponível.
  14. Continue até a chegada do socorro ou retorno evidente de sinais de vida.

Sequência ilustrada de atendimento à parada cardiorrespiratória com avaliação da cena, reconhecimento, acionamento de ajuda, RCP e uso do DEA.

Treinamento prático continua sendo fundamental

Ler sobre RCP ajuda a entender a sequência, mas não substitui completamente um treinamento prático.

Cursos de primeiros socorros permitem experimentar a posição correta das mãos, perceber a profundidade necessária das compressões, treinar o ritmo e utilizar um simulador de DEA.

Essa prática aumenta a confiança para agir quando uma emergência realmente acontece.

Mesmo assim, uma mensagem precisa ficar clara:

diante de uma pessoa irresponsiva que não respira normalmente, fazer algo rapidamente é melhor do que permanecer parado por medo de errar.

Acione o socorro, inicie as compressões e peça um DEA.

Nos primeiros minutos de uma parada cardiorrespiratória, quem está ao lado da vítima pode ser o primeiro elo capaz de mudar o resultado daquela emergência.

Perguntas frequentes

Como saber se preciso começar a RCP?

Em um adulto, suspeite de parada cardiorrespiratória quando a pessoa estiver irresponsiva e não apresentar respiração normal. Para o leigo, não é necessário procurar pulso antes de iniciar a RCP.

Quantas compressões por minuto devem ser feitas?

Entre 100 e 120 compressões por minuto.

Qual a profundidade da compressão no adulto?

Aproximadamente 5 a 6 centímetros.

Quantas compressões são feitas antes das ventilações?

Na RCP convencional do adulto sem uma via aérea avançada, utiliza-se a relação 30 compressões para 2 ventilações.

Posso fazer RCP sem respiração boca a boca?

Sim. Para adolescentes e adultos que sofrem uma parada súbita, pessoas sem treinamento ou que não possam realizar ventilações devem fazer pelo menos compressões torácicas contínuas.

Posso usar um DEA?

Sim. Ligue o equipamento e siga as instruções fornecidas pelo aparelho.

Devo parar depois que o DEA aplica um choque?

Não. Após o choque, retome imediatamente as compressões e continue seguindo as orientações do equipamento.

O gasping significa que a pessoa está respirando?

Não. Respirações agônicas, irregulares ou semelhantes a suspiros não devem ser consideradas respiração normal.

Referências

  • American Heart Association. 2025 American Heart Association Guidelines for Cardiopulmonary Resuscitation and Emergency Cardiovascular Care — Adult Basic Life Support.
  • European Resuscitation Council. European Resuscitation Council Guidelines 2025 — Adult Basic Life Support.
  • International Liaison Committee on Resuscitation — ILCOR. Consensus on Science with Treatment Recommendations — Basic Life Support.
  • Ministério da Saúde. Serviço de Atendimento Móvel de Urgência — SAMU 192.

Conteúdo educativo destinado ao público geral. A leitura de orientações de primeiros socorros não substitui treinamento prático nem avaliação ou atendimento realizado por profissionais habilitados.

 

Importante: Este conteúdo possui finalidade educativa e não substitui avaliação ou atendimento profissional. Em uma emergência, acione o serviço de emergência adequado e siga as orientações fornecidas pelo atendente.

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