Saber como fazer RCP pode fazer diferença nos minutos mais críticos de uma emergência. Quando uma pessoa sofre uma parada cardiorrespiratória, o coração deixa de bombear sangue de maneira eficaz e o cérebro e outros órgãos passam rapidamente a receber menos oxigênio.
Nessa situação, esperar apenas pela chegada da equipe de emergência pode significar perder minutos preciosos. A ressuscitação cardiopulmonar — conhecida pela sigla RCP — utiliza compressões no tórax para manter parte do sangue circulando enquanto o atendimento especializado e, quando necessário, a desfibrilação não chegam.
A RCP realizada por quem presencia a parada não substitui o atendimento profissional. Ela funciona como uma ponte entre o momento em que a parada acontece e a chegada do socorro.
Por isso, o objetivo deste guia não é transformar o leitor em profissional de saúde. É ensinar uma sequência simples, segura e baseada nas principais diretrizes atuais de ressuscitação para que uma pessoa comum saiba o que fazer diante de um adulto que sofre uma parada cardiorrespiratória.
Sumário:
- O que é RCP?
- Quando iniciar a RCP?
- Como fazer a RCP em adulto: passo a passo
- Não sei fazer respiração boca a boca. Posso fazer apenas compressões?
- O DEA deve ser utilizado durante a RCP?
- Qual o ritmos correto das compressões?
- Preciso verificar o pulso durante a RCP?
- Quando parar a RCP?
- E se eu quebrar uma costela?
- Erros comuns durante a RCP
- RCP em crianças e bebês é igual à RCP em adultos?
- A RCP sozinha consegue fazer o coração voltar a funcionar?
- Perguntas Frequentes
- Referências
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Em uma emergência real: garanta que o local seja seguro, verifique se a pessoa responde e se respira normalmente, acione o serviço de emergência, inicie as compressões e utilize um DEA assim que ele estiver disponível.
O que é RCP?
RCP significa ressuscitação cardiopulmonar.
É um conjunto de procedimentos realizados quando uma pessoa apresenta uma parada cardiorrespiratória. Para quem presta os primeiros socorros, o componente mais importante da RCP é a realização precoce de compressões torácicas de boa qualidade.
Quando o coração para de bombear adequadamente, as compressões exercidas sobre o tórax ajudam a produzir artificialmente algum fluxo de sangue para órgãos vitais, principalmente cérebro e coração.
A RCP, portanto, não deve ser entendida apenas como uma tentativa de “fazer o coração voltar a bater”. Seu papel imediato é ganhar tempo e manter a circulação até que intervenções capazes de tratar a causa da parada estejam disponíveis, especialmente a desfibrilação quando o ritmo cardíaco permitir.
A American Heart Association destaca a RCP precoce e a desfibrilação rápida como duas das intervenções fundamentais para melhorar as chances de sobrevivência em uma parada cardíaca.
Quando iniciar a RCP?

Para o público leigo, não é necessário tentar encontrar o pulso de uma pessoa antes de começar as compressões.
Suspeite de parada cardiorrespiratória quando um adulto apresenta, ao mesmo tempo:
- não responde quando chamado ou estimulado;
- não respira normalmente.
A respiração ausente é um sinal evidente. Entretanto, existe outro sinal que frequentemente provoca confusão: o gasping, também chamado de respiração agônica.
A pessoa pode realizar movimentos respiratórios lentos, irregulares, ruidosos ou semelhantes a suspiros. Isso não deve ser interpretado como respiração normal.
As diretrizes atuais orientam que, diante de um adulto irresponsivo que não respira ou apresenta apenas respiração anormal desse tipo, o leigo deve presumir uma parada cardíaca e agir. A tentativa de localizar um pulso pode atrasar desnecessariamente o início das compressões.
Como fazer RCP em um adulto: passo a passo

1. Verifique se o local é seguro
Antes de se aproximar, observe rapidamente o ambiente.
Procure riscos como:
- trânsito de veículos;
- fios elétricos;
- fogo ou fumaça;
- vazamento de gás;
- produtos químicos;
- estruturas instáveis;
- água ou outras condições que possam colocar você em perigo.
Não se torne uma segunda vítima.
Se houver um risco que impeça uma aproximação segura, acione imediatamente o serviço de emergência e siga as orientações fornecidas pelo atendente.
2. Verifique se a pessoa responde
Aproxime-se e tente obter uma resposta.
Chame a pessoa em voz alta e observe se há algum movimento ou reação.
Se ela não responder, considere que está irresponsiva e passe imediatamente para a avaliação da respiração.
Não gaste tempo com tentativas prolongadas de acordá-la.
3. Observe se existe respiração normal
Observe rapidamente o tórax e perceba se a pessoa respira normalmente.
Não confunda gasping com respiração normal.
Suspiros espaçados, movimentos respiratórios muito irregulares ou respirações ruidosas e ineficazes podem ocorrer nos primeiros momentos de uma parada cardiorrespiratória.
Para o leigo, a combinação de:
pessoa irresponsiva + ausência de respiração normal
é suficiente para justificar o início da resposta à parada cardiorrespiratória.
4. Acione o serviço de emergência
Peça ajuda imediatamente.
Se houver outra pessoa no local, seja específico:
“Ligue para o serviço de emergência e procure um DEA.”
No Brasil, o SAMU pode ser acionado pelo 192 e o Corpo de Bombeiros pelo 193. O SAMU inclui problemas cardiorrespiratórios entre as situações indicadas para acionamento de emergência.
Se estiver sozinho e tiver um celular, utilize o viva-voz. Dessa forma, é possível conversar com a central enquanto começa as compressões.
O atendente poderá orientar a realização da RCP até a chegada da equipe.
Não coloque o telefone no ouvido se isso fizer você interromper as compressões.
5. Coloque a pessoa sobre uma superfície firme
A pessoa deve, sempre que possível e sem atrasar desnecessariamente o atendimento, permanecer:
- deitada de costas;
- com o tórax voltado para cima;
- sobre uma superfície firme.
O chão geralmente oferece condições melhores para realizar compressões eficazes do que colchões ou superfícies muito macias.
Se a pessoa já estiver no chão e você consegue realizar as compressões com segurança, não perca tempo tentando transportá-la para outro local.
6. Posicione corretamente as mãos

Ajoelhe-se ao lado do tórax da vítima.
Coloque a base de uma das mãos no centro do peito, sobre a metade inferior do esterno.
Coloque a outra mão sobre a primeira.
Mantenha as mãos sobrepostas e posicione o corpo de maneira que os seus ombros fiquem aproximadamente sobre as mãos.
Mantenha os braços estendidos.
Essa posição permite utilizar o peso do corpo para produzir compressões mais eficazes e reduz a dependência apenas da força dos braços.
A posição recomendada para compressões em adultos permanece centrada sobre a região inferior do esterno.
7. Comece as compressões torácicas
Comprima o tórax de maneira forte, rápida e ritmada.
Para um adulto, procure manter:
Frequência: 100 a 120 compressões por minuto.
Profundidade: aproximadamente 5 a 6 centímetros.
Após cada compressão, permita que o tórax retorne completamente à posição normal antes da próxima.
Não permaneça apoiado sobre o peito da vítima entre uma compressão e outra.
As diretrizes AHA 2025 recomendam profundidade de pelo menos 5 cm no adulto médio, evitando compressões excessivamente profundas acima de aproximadamente 6 cm, além de frequência entre 100 e 120 compressões por minuto e retorno completo do tórax.
A técnica pode ser resumida assim:
Comprima forte.
Comprima rápido.
Deixe o tórax retornar.
Interrompa o mínimo possível.
As pausas diminuem o fluxo produzido pelas compressões. Por isso, atividades que interrompem a RCP devem ser realizadas o mais rapidamente possível.
8. Faça 30 compressões e 2 ventilações se souber realizar a técnica
Pessoas treinadas em RCP podem alternar:
30 compressões torácicas + 2 ventilações
Abra a via aérea inclinando cuidadosamente a cabeça para trás e elevando o queixo, quando não houver suspeita de trauma importante.
Tampe o nariz da vítima e realize a ventilação utilizando um dispositivo de barreira quando disponível.
Cada ventilação deve durar aproximadamente 1 segundo, utilizando apenas o volume necessário para produzir elevação visível do tórax.
Evite soprar excessivamente.
Após as duas ventilações, retorne imediatamente às compressões.
A relação de 30 compressões para 2 ventilações permanece recomendada para RCP convencional de adultos sem via aérea avançada.
Não sei fazer respiração boca a boca. Posso fazer apenas compressões?
Sim.
Se um adolescente ou adulto apresenta uma parada súbita e você não possui treinamento em ventilação, não se sente seguro para realizá-la ou não dispõe de uma barreira apropriada, inicie imediatamente as compressões torácicas.
É a chamada RCP somente com as mãos, ou Hands-Only CPR.
Continue realizando compressões entre 100 e 120 por minuto até a chegada do socorro ou de um DEA.
A American Heart Association orienta que todos os leigos realizem pelo menos compressões torácicas em adultos com suspeita de parada cardíaca. Pessoas treinadas podem associar ventilações às compressões.
O principal erro seria permanecer sem fazer nada por receio de realizar a técnica de maneira imperfeita.
O DEA deve ser utilizado durante a RCP?

Sim.
O Desfibrilador Externo Automático — DEA deve ser utilizado assim que estiver disponível.
O aparelho consegue analisar a atividade elétrica do coração e identificar quando existe um ritmo em que a aplicação de um choque pode ser indicada.
O DEA foi desenvolvido para orientar o usuário durante o procedimento e fornece comandos visuais e/ou sonoros.
Como utilizar o DEA
Quando o aparelho chegar:
- ligue o DEA;
- exponha o tórax da vítima;
- retire as pás adesivas da embalagem;
- coloque-as no tórax seguindo o desenho apresentado nas próprias pás;
- conecte-as ao aparelho, caso ainda não estejam conectadas;
- siga as instruções emitidas pelo equipamento.
Continue as compressões enquanto o DEA é preparado, sempre que isso for possível.
Quando o aparelho informar que irá analisar o ritmo, ninguém deve tocar na vítima.
Se o DEA indicar choque:
- confira se ninguém está tocando na pessoa;
- afaste-se;
- aplique o choque conforme a orientação do equipamento;
- retome imediatamente as compressões.
Se o choque não for indicado:
- retome imediatamente a RCP.
Não espere para ver se a pessoa “melhorou” depois do choque antes de voltar às compressões.
O DEA repetirá periodicamente a análise e informará quando será necessário interromper brevemente as compressões.
É possível usar um DEA sem ser profissional de saúde?
Sim.
O DEA é projetado para permitir utilização por pessoas que não são profissionais de saúde.
O equipamento analisa o ritmo cardíaco e somente recomenda choque quando identifica uma condição compatível com desfibrilação.
Por isso, encontrar um DEA rapidamente pode ser tão importante quanto chamar o serviço de emergência.
Locais de grande circulação — como aeroportos, centros comerciais, academias, estádios, empresas e prédios públicos — podem possuir esse equipamento.
Se houver várias pessoas ajudando, peça que uma delas procure um DEA enquanto outra liga para o serviço de emergência e você inicia a RCP.
Qual é o ritmo correto das compressões?
O objetivo é manter 100 a 120 compressões por minuto.
Mais rápido nem sempre significa melhor.
Compressões excessivamente rápidas podem dificultar atingir a profundidade adequada e permitir o retorno completo do tórax.
Por outro lado, compressões muito lentas produzem menos fluxo sanguíneo.
Por isso, a qualidade da RCP depende de vários elementos funcionando ao mesmo tempo:
- frequência adequada;
- profundidade adequada;
- retorno completo do tórax;
- poucas interrupções;
- ventilações sem excesso, quando realizadas.
Preciso verificar o pulso durante a RCP?
Se você é leigo, não interrompa a RCP repetidamente para tentar procurar pulso.
A identificação de pulso pode ser difícil até mesmo para pessoas treinadas e uma tentativa prolongada pode causar pausas desnecessárias.
Observe principalmente se surgem sinais evidentes de vida, como movimentos voluntários ou retorno de uma respiração normal.
A central de emergência também poderá orientá-lo durante o atendimento.
Quando parar a RCP?
Depois de iniciar as compressões, mantenha a RCP continuamente.
Em geral, continue até ocorrer uma destas situações:
- a pessoa apresentar sinais claros de vida e voltar a respirar normalmente;
- uma equipe de emergência assumir o atendimento;
- o ambiente deixar de ser seguro;
- você ficar fisicamente incapaz de continuar;
- um profissional responsável pelo atendimento determinar a interrupção.
Se outra pessoa souber realizar RCP, é possível alternar quem realiza as compressões para diminuir a fadiga.
A troca deve ser rápida.
A qualidade das compressões tende a cair conforme o socorrista se cansa, mesmo que ele próprio ainda não perceba.
E se eu quebrar uma costela?
Esse receio é comum.
Compressões torácicas podem produzir lesões, principalmente em pessoas idosas ou frágeis.
Entretanto, uma parada cardiorrespiratória é uma condição imediatamente fatal se a circulação não for restabelecida.
As diretrizes atuais ressaltam que o risco de causar dano grave ao realizar compressões em uma pessoa irresponsiva que eventualmente não esteja em parada é pequeno quando comparado ao risco de deixar de realizar RCP em alguém que realmente está em parada cardíaca.
Portanto, o medo de causar uma lesão não deve impedir o início das compressões quando existem sinais compatíveis com PCR.
Erros comuns durante a RCP
Comprimir devagar demais
Compressões abaixo da frequência adequada podem gerar circulação insuficiente.
Mantenha o ritmo entre 100 e 120 compressões por minuto.
Fazer compressões muito superficiais
No adulto, o tórax precisa ser comprimido aproximadamente 5 a 6 cm.
Compressões superficiais podem produzir fluxo sanguíneo insuficiente.
Apoiar o peso sobre o tórax
Depois de cada compressão, permita o retorno completo do peito.
Não permaneça “inclinado” sobre o tórax entre as compressões.
Fazer muitas pausas
Interrompa as compressões apenas quando necessário.
Enquanto outra pessoa prepara o DEA ou realiza uma ligação, sempre que possível alguém deve permanecer realizando RCP.
Perder tempo tentando encontrar pulso
Essa não é uma etapa recomendada para o leigo.
Pessoa irresponsiva que não respira normalmente deve ser tratada como possível parada cardiorrespiratória.
Ventilar com força excessiva
Quando forem realizadas ventilações, utilize apenas o volume necessário para observar a elevação do tórax.
Ventilações excessivas não melhoram a RCP.
RCP em crianças e bebês é igual à RCP em adultos?
Não completamente.
Os princípios fundamentais permanecem — reconhecer rapidamente a parada, pedir ajuda, realizar RCP de alta qualidade e utilizar o DEA quando indicado —, porém existem diferenças importantes na técnica.
Em crianças e lactentes, causas respiratórias têm participação proporcionalmente maior nas paradas cardiorrespiratórias. Por isso, as ventilações assumem importância ainda maior na RCP pediátrica.
A profundidade das compressões também é adaptada ao tamanho do tórax. Como referência aproximada, utiliza-se cerca de:
- 5 cm em crianças;
- 4 cm em lactentes;
correspondendo aproximadamente a um terço da dimensão anteroposterior do tórax.
A técnica das mãos e a relação entre compressões e ventilações também podem variar conforme a idade e o número de socorristas.
A RCP sozinha consegue fazer o coração voltar a funcionar?
Pode acontecer retorno da circulação durante uma ressuscitação, mas esse não deve ser entendido como o único objetivo das compressões.
A principal função da RCP realizada por uma testemunha é manter algum fluxo de sangue para órgãos essenciais enquanto se espera por:
- desfibrilação;
- atendimento pré-hospitalar;
- suporte avançado;
- tratamento da causa da parada.
Alguns ritmos cardíacos da parada respondem particularmente à desfibrilação.
Por isso, RCP e DEA trabalham juntos: as compressões ajudam a preservar a circulação enquanto o desfibrilador é providenciado e utilizado.
Resumo: o que fazer diante de uma possível parada cardiorrespiratória
Ao encontrar um adulto irresponsivo e que não respira normalmente:
- Certifique-se de que o local é seguro.
- Verifique se a pessoa responde.
- Observe se existe respiração normal.
- Acione imediatamente o serviço de emergência.
- Peça que alguém procure um DEA.
- Coloque a vítima de costas sobre uma superfície firme, se isso puder ser feito sem atraso importante.
- Posicione as mãos no centro do peito, sobre a metade inferior do esterno.
- Comprima entre 100 e 120 vezes por minuto.
- Comprima aproximadamente 5 a 6 cm no adulto.
- Permita o retorno completo do tórax após cada compressão.
- Se possuir treinamento, faça ciclos de 30 compressões e 2 ventilações.
- Se não souber ou não puder ventilar, continue realizando compressões.
- Utilize o DEA assim que ele estiver disponível.
- Continue até a chegada do socorro ou retorno evidente de sinais de vida.

Treinamento prático continua sendo fundamental
Ler sobre RCP ajuda a entender a sequência, mas não substitui completamente um treinamento prático.
Cursos de primeiros socorros permitem experimentar a posição correta das mãos, perceber a profundidade necessária das compressões, treinar o ritmo e utilizar um simulador de DEA.
Essa prática aumenta a confiança para agir quando uma emergência realmente acontece.
Mesmo assim, uma mensagem precisa ficar clara:
diante de uma pessoa irresponsiva que não respira normalmente, fazer algo rapidamente é melhor do que permanecer parado por medo de errar.
Acione o socorro, inicie as compressões e peça um DEA.
Nos primeiros minutos de uma parada cardiorrespiratória, quem está ao lado da vítima pode ser o primeiro elo capaz de mudar o resultado daquela emergência.
Perguntas frequentes
Como saber se preciso começar a RCP?
Em um adulto, suspeite de parada cardiorrespiratória quando a pessoa estiver irresponsiva e não apresentar respiração normal. Para o leigo, não é necessário procurar pulso antes de iniciar a RCP.
Quantas compressões por minuto devem ser feitas?
Entre 100 e 120 compressões por minuto.
Qual a profundidade da compressão no adulto?
Aproximadamente 5 a 6 centímetros.
Quantas compressões são feitas antes das ventilações?
Na RCP convencional do adulto sem uma via aérea avançada, utiliza-se a relação 30 compressões para 2 ventilações.
Posso fazer RCP sem respiração boca a boca?
Sim. Para adolescentes e adultos que sofrem uma parada súbita, pessoas sem treinamento ou que não possam realizar ventilações devem fazer pelo menos compressões torácicas contínuas.
Posso usar um DEA?
Sim. Ligue o equipamento e siga as instruções fornecidas pelo aparelho.
Devo parar depois que o DEA aplica um choque?
Não. Após o choque, retome imediatamente as compressões e continue seguindo as orientações do equipamento.
O gasping significa que a pessoa está respirando?
Não. Respirações agônicas, irregulares ou semelhantes a suspiros não devem ser consideradas respiração normal.
Referências
- American Heart Association. 2025 American Heart Association Guidelines for Cardiopulmonary Resuscitation and Emergency Cardiovascular Care — Adult Basic Life Support.
- European Resuscitation Council. European Resuscitation Council Guidelines 2025 — Adult Basic Life Support.
- International Liaison Committee on Resuscitation — ILCOR. Consensus on Science with Treatment Recommendations — Basic Life Support.
- Ministério da Saúde. Serviço de Atendimento Móvel de Urgência — SAMU 192.
Conteúdo educativo destinado ao público geral. A leitura de orientações de primeiros socorros não substitui treinamento prático nem avaliação ou atendimento realizado por profissionais habilitados.






