Saiba o que é parada cardiorrespiratória, como reconhecer os sinais de uma PCR e o que fazer imediatamente até a chegada do socorro.
Sumário:
- O que é uma parada cardiorrespiratória?
- Como reconhecer uma parada cardiorespiratória
- O que é Gasping e por que ele pode confundir?
- É necessário verificar pulso?
- O que fazer ao suspeitar de uma parada cariorrespiratória?
- Por que os primeiros minutos são tão importantes?
- PCR, Parada cardíaca e Parada cardiorrespiratória significam a mesma coisa?
- Parada Cardíaca e infarto são a mesma coisa?
- E desmaio? Como diferenciar de uma parada cardíaca?
- O que pode causar uma parada cardiorrespiratória?
- A PCR sempre acontece de repente?
- A parada cardiorrespiratória pode acontecer em crianças e bebês?
- O papel de quem liga para o serviço de emergência
- O que não fazer diante de uma possível PCR
- E se eu começar a realizar as compressões e a pessoa não estiver realmente em parada cardíaca?
- Quando a RCP pode ser interrompida?
- Perguntas Frequentes
- Conclusão
- Referencias
Uma pessoa cai repentinamente. Você chama, mas ela não responde. Ao observar sua respiração, percebe que ela não respira normalmente — ou apenas faz movimentos lentos e irregulares, como se estivesse tentando puxar o ar.
Essa situação pode indicar uma parada cardiorrespiratória (PCR), uma das emergências mais graves que existem.
Na PCR, o coração deixa de manter uma circulação sanguínea eficaz. Com isso, o cérebro e os demais órgãos deixam de receber adequadamente sangue e oxigênio. É uma situação em que reconhecer o problema rapidamente e começar a agir pode fazer diferença antes mesmo da chegada da equipe de emergência.
Para quem não é profissional de saúde, porém, existe uma boa notícia: não é necessário descobrir o ritmo cardíaco, medir pressão, identificar a causa ou procurar pulso para começar a ajudar.
O fundamental é reconhecer dois sinais:
a pessoa não responde e não respira normalmente.
Diante disso, a prioridade é acionar o serviço de emergência, iniciar a ressuscitação cardiopulmonar (RCP) e utilizar um desfibrilador externo automático (DEA) assim que estiver disponível.
O que é uma parada cardiorrespiratória?
A parada cardiorrespiratória acontece quando o coração deixa subitamente de produzir uma circulação eficaz.
O coração normalmente funciona como uma bomba: impulsiona o sangue para os pulmões, cérebro e demais órgãos. Quando essa função é interrompida, o sangue deixa de circular adequadamente.
A pessoa perde a consciência e deixa de respirar normalmente.
Por isso, uma PCR exige resposta imediata.
O objetivo das primeiras medidas de socorro é tentar manter alguma circulação de sangue por meio das compressões torácicas e possibilitar que um DEA seja utilizado rapidamente quando disponível, enquanto o atendimento especializado é acionado.
A PCR pode acontecer dentro de casa, na rua, no trabalho, durante a prática esportiva ou em diversos outros ambientes. E muitas vezes quem presencia os primeiros momentos não é um profissional de saúde, mas um familiar, colega ou pessoa próxima.
É justamente por isso que o reconhecimento da PCR é uma habilidade tão importante em primeiros socorros.
Como reconhecer uma parada cardiorrespiratória?
Para o socorrista leigo, o reconhecimento deve ser rápido e simples.
As Diretrizes da American Heart Association (AHA) de 2025 orientam que, diante de um adulto inconsciente ou irresponsivo que não respira ou apresenta apenas respiração anormal, como gasping, o socorrista leigo deve presumir uma parada cardíaca.
Na prática, observe dois pontos.
A pessoa responde?
Chame a pessoa em voz alta e tente obter uma resposta.
Observe se ela:
- abre os olhos;
- fala;
- movimenta-se voluntariamente;
- reage ao chamado.
Se não houver reação, ela deve ser considerada irresponsiva.
A pessoa respira normalmente?
Observe rapidamente a respiração.
Se a pessoa:
- não respira;
- apresenta apenas arfadas;
- faz inspirações isoladas e irregulares;
- parece estar “puxando o ar” de forma anormal;
isso não deve ser considerado uma respiração normal.
Uma pessoa irresponsiva que não respira normalmente deve ser tratada como uma possível vítima de parada cardíaca.

O que é Gasping e por que ele pode confundir?
Esse é um dos pontos mais importantes do reconhecimento de uma PCR.
Uma pessoa em parada cardíaca pode apresentar movimentos respiratórios anormais conhecidos como respiração agônica ou gasping.
Ela pode:
- abrir a boca;
- fazer inspirações isoladas;
- produzir sons semelhantes a roncos;
- parecer ofegante;
- apresentar movimentos respiratórios lentos e irregulares.
Para alguém sem treinamento, isso pode dar a impressão de que a vítima ainda está respirando.
Mas gasping não é respiração normal.

Segundo as Diretrizes AHA 2025, a respiração agônica é relativamente comum nas paradas cardíacas fora do hospital e constitui uma das razões pelas quais socorristas leigos podem deixar de reconhecer uma PCR rapidamente.
Portanto:
Pessoa irresponsiva + respiração ausente ou anormal = suspeite de parada cardíaca.
É necessário verificar o pulso?
Para o público leigo, não.
Esse é um ponto que merece destaque porque ainda existem orientações antigas ou conteúdos na internet ensinando qualquer pessoa a procurar o pulso no pescoço antes de começar a RCP.
As recomendações atuais fazem uma distinção clara.
Profissionais de saúde treinados podem realizar a avaliação de pulso, dentro de um período limitado, durante o reconhecimento da PCR.
Para o socorrista leigo, entretanto, a decisão é baseada principalmente em:
responsividade + respiração.
Encontrar corretamente um pulso durante uma situação de emergência pode ser difícil e a tentativa pode atrasar o início das compressões.
Portanto, se a pessoa está irresponsiva e não respira normalmente, não perca tempo tentando confirmar a parada pelo pulso.
Acione ajuda e comece a resposta à emergência.
O que fazer ao suspeitar de uma parada cardiorrespiratória?
Depois de reconhecer os sinais, algumas ações precisam acontecer rapidamente.
Verifique se o local é seguro
Antes de se aproximar, observe o ambiente.
Procure riscos como:
- trânsito;
- eletricidade;
- incêndio;
- fumaça;
- produtos perigosos;
- estruturas instáveis;
- água ou outros perigos ambientais.
Você não deve se transformar em uma segunda vítima.
Se houver um perigo grave que impeça uma aproximação segura, acione os serviços de emergência e siga as orientações recebidas.
Esse princípio já foi abordado detalhadamente no nosso Guia passo a passo de como agir em uma emergência.
Leia também: Guia passo a passo de como agir em uma emergência
Confirme que a pessoa não responde e não respira normalmente
Chame a vítima e observe rapidamente sua respiração.
Não prolongue essa avaliação tentando encontrar outros sinais.
Se ela não responde e não respira normalmente, trate a situação como uma possível PCR.
Acione imediatamente o serviço de emergência
No Brasil, o SAMU é acionado via tridígito 192 e o Corpo de Bombeiros é 193 . O serviço funciona 24 horas e a ligação é gratuita. Durante a chamada, a Central de Regulação também pode fornecer orientações sobre as primeiras medidas enquanto organiza a resposta necessária. Em cidades que não possuem SAMU nem Corpo de Bombeiros, geralmente o serviço é ofertado pela prefeitura com número de telefone para acionamento próprio.
Se houver outra pessoa com você, distribua as tarefas.
Por exemplo:
“Ligue para o 192 e traga um DEA, se houver um disponível.”
Se você estiver sozinho e possuir um telefone celular, utilize o viva-voz quando possível. Dessa forma, é possível receber orientações enquanto começa o atendimento.
Não desligue simplesmente porque a ambulância foi solicitada. Siga as instruções da central.
Inicie a RCP
Depois de reconhecer uma provável parada cardíaca e acionar o sistema de emergência, comece a RCP.
As compressões torácicas produzem artificialmente uma quantidade de fluxo sanguíneo enquanto o coração não consegue manter uma circulação eficaz.
Para adultos em provável parada cardíaca, as diretrizes atuais recomendam que socorristas leigos realizem compressões torácicas.
O mais importante neste momento é entender:
Reconheceu uma provável PCR? Não espere a equipe chegar para só então começar a agir.
Utilize um DEA assim que estiver disponível
O desfibrilador externo automático (DEA) é um equipamento capaz de analisar o ritmo cardíaco e determinar se um choque está indicado.
Ele foi desenvolvido para orientar o usuário durante sua utilização.
Quando um DEA chegar:
- ligue o aparelho;
- siga suas instruções;
- coloque os eletrodos conforme indicado;
- afaste-se quando o aparelho solicitar;
- permita que ele analise o ritmo;
- aplique o choque apenas se o equipamento indicar;
- retome a RCP conforme as instruções.
O DEA não aplica um choque simplesmente porque foi ligado. O equipamento analisa o ritmo e determina se a desfibrilação é indicada.
Por isso, não deixe de buscar ou utilizar um DEA por medo de “dar um choque errado”.

Por que os primeiros minutos são tão importantes?
Durante uma parada cardíaca, a circulação de sangue para o cérebro e outros órgãos é interrompida ou drasticamente reduzida.
A equipe profissional precisa de tempo para ser acionada, deslocar-se e chegar até a vítima.
Enquanto isso, as ações realizadas pelas pessoas presentes podem preencher uma parte crítica desse intervalo.
É por isso que o atendimento à parada cardíaca é organizado em uma Cadeia de Sobrevivência.
A AHA apresenta atualmente seis elos:
- reconhecimento da parada cardíaca e acionamento do sistema de emergência;
- RCP precoce, com ênfase nas compressões;
- desfibrilação rápida;
- ressuscitação avançada;
- cuidados após a parada cardíaca;
- recuperação.
Os três primeiros podem começar antes da chegada da equipe especializada.
Isso demonstra por que a participação da população é tão importante.

PCR, parada cardíaca e parada cardiorrespiratória significam a mesma coisa?
Na comunicação cotidiana, os termos parada cardíaca, parada cardiorrespiratória e a sigla PCR frequentemente são usados para se referir à situação em que a pessoa está inconsciente, sem circulação eficaz e sem respiração normal.
Em conteúdos voltados ao público leigo, você poderá encontrar principalmente a expressão “parada cardíaca”.
No Manual de Emergência utilizaremos também parada cardiorrespiratória (PCR), termo amplamente utilizado nos protocolos e treinamentos de atendimento de emergência no Brasil.
Independentemente da expressão utilizada, para o socorrista leigo o mais importante continua sendo reconhecer rapidamente a situação e agir.
Parada cardíaca e infarto são a mesma coisa?
Não.
Essa é uma confusão muito comum.
Infarto
O infarto acontece quando o fluxo de sangue para uma região do músculo cardíaco é bloqueado ou severamente reduzido.
A pessoa geralmente permanece consciente e o coração continua bombeando sangue, embora exista risco de complicações graves.
Podem ocorrer sintomas como dor ou desconforto no peito, falta de ar, suor frio, náuseas ou outros sinais.
Parada cardíaca
Na parada cardíaca, o coração deixa de produzir circulação eficaz.
A pessoa:
- perde a consciência;
- não responde;
- não respira normalmente.
Um infarto pode desencadear uma parada cardíaca, mas são condições diferentes.
Essa diferença é importante porque uma pessoa com suspeita de infarto não precisa estar em parada cardíaca para necessitar atendimento urgente.
E desmaio? Como diferenciar de uma parada cardíaca?
Outra confusão possível ocorre com o desmaio.
No desmaio, a pessoa apresenta uma perda temporária da consciência, mas continua respirando normalmente e mantém circulação.
Em uma PCR, a pessoa não responde e não apresenta respiração normal.
Portanto, encontrar alguém inconsciente não significa automaticamente que essa pessoa esteja em parada cardíaca.
A respiração é uma parte fundamental dessa diferenciação para o leigo.
Se a pessoa está inconsciente, mas respira normalmente, ela precisa de avaliação e acompanhamento, mas a conduta é diferente da RCP.
Se está inconsciente e não respira normalmente, suspeite de parada cardíaca.
O que pode causar uma parada cardiorrespiratória?
A PCR não é uma doença única. Ela é o resultado final de diferentes situações capazes de fazer o coração deixar de manter uma circulação eficaz.
Entre as possíveis causas estão:
- doenças e alterações cardíacas;
- falta grave de oxigênio;
- obstrução das vias aéreas;
- afogamento;
- choque elétrico;
- intoxicações;
- traumas graves;
- algumas emergências respiratórias;
- outras condições clínicas graves.
Existem ainda circunstâncias especiais de ressuscitação que exigem abordagens profissionais específicas. As Diretrizes AHA 2025 tratam separadamente situações como afogamento, eletrocussão, intoxicações, hipotermia, gravidez e outras condições.
Para quem presencia a PCR, entretanto, existe uma regra importante:
não tente descobrir a causa antes de começar a resposta à emergência.
A investigação da causa pertence ao atendimento especializado.
Seu papel inicial é reconhecer a situação, acionar ajuda, iniciar a RCP e providenciar um DEA.
A PCR sempre acontece de repente?
Não necessariamente.
Algumas paradas cardíacas são súbitas e inesperadas. A pessoa pode aparentemente estar bem e apresentar um colapso repentino.
Em outras situações, existe um problema anterior que se agrava progressivamente.
Uma pessoa pode apresentar, por exemplo, uma emergência cardíaca, respiratória, traumática ou outra condição grave antes de evoluir para uma parada.
Isso reforça outro princípio importante dos primeiros socorros: não espere alguém entrar em PCR para considerar uma situação grave.
Dor intensa no peito, dificuldade respiratória importante, alteração súbita do estado de consciência e outros sinais de emergência justificam avaliação rápida e acionamento adequado do serviço de emergência.
A parada cardiorrespiratória pode acontecer em crianças e bebês?
Sim.
Mas existem diferenças importantes.
Em adultos, causas cardíacas têm grande importância nas paradas súbitas. Em crianças e bebês, problemas respiratórios e situações que levam progressivamente à falta de oxigênio têm relevância especial.
Isso influencia a ressuscitação.
A técnica das compressões também muda conforme o tamanho e a idade da vítima, e as ventilações assumem importância particular na ressuscitação pediátrica.
O papel de quem liga para o serviço de emergência
Às vezes imaginamos que ligar para o serviço de emergência significa apenas informar o endereço e esperar a ambulância.
Não é assim.
No SAMU 192, por exemplo, o atendimento começa já na chamada telefônica. As informações são coletadas e o Médico Regulador pode orientar as primeiras ações enquanto define os recursos necessários para aquela ocorrência.
Por isso, durante a ligação:
- responda às perguntas;
- informe corretamente a localização;
- explique o que aconteceu;
- diga que a pessoa está inconsciente e não respira normalmente;
- coloque o telefone no viva-voz, quando possível;
- siga as orientações recebidas.
A central pode funcionar como um elo entre o socorrista leigo e o atendimento profissional antes mesmo da chegada da ambulância.
O que não fazer diante de uma possível PCR
Algumas atitudes aparentemente intuitivas podem atrasar as medidas realmente importantes.
Não espere para ver se a pessoa “acorda”
Se ela não responde e não respira normalmente, comece a resposta à emergência.
Não perca tempo procurando pulso se você é leigo
O reconhecimento para o público geral deve se concentrar em responsividade e respiração.
Não confunda gasping com respiração normal
Arfadas ocasionais podem ocorrer durante uma parada cardíaca.
Não ofereça água, alimentos ou medicamentos
Uma pessoa inconsciente não deve receber nada pela boca.
Não deixe a vítima sozinha desnecessariamente
Se houver outras pessoas, distribua as tarefas. Se estiver sozinho com um celular, utilize o viva-voz quando possível.
Não tenha medo do DEA
Ligue o equipamento e siga as instruções. Ele próprio determina se o choque é indicado.
Não interrompa continuamente as compressões
Quando a RCP estiver sendo realizada, interrupções desnecessárias reduzem sua eficácia. Siga as orientações do DEA e da central de emergência.
E se eu começar compressões e a pessoa não estiver realmente em parada cardíaca?
Essa preocupação pode fazer algumas pessoas hesitarem.
As Diretrizes AHA 2025 reconhecem essa questão e destacam que o risco de dano decorrente de compressões realizadas em uma pessoa inconsciente que não esteja em parada cardíaca é baixo quando comparado ao enorme benefício potencial de iniciar RCP rapidamente em alguém que realmente esteja em PCR.
Por isso, o leigo não deve esperar uma certeza diagnóstica impossível de obter naquele momento.
A orientação continua simples:
irresponsiva + não respira normalmente → presuma parada cardíaca e aja.
Quando a RCP pode ser interrompida?
Para o socorrista leigo, não cabe decidir que uma ressuscitação “não tem mais jeito”.
De maneira geral, continue seguindo as orientações da central de emergência e do DEA até que:
- profissionais assumam o atendimento;
- a vítima apresente sinais claros de vida e respiração normal;
- o ambiente se torne perigoso;
- você fique fisicamente incapaz de continuar.
O encerramento profissional de uma tentativa de ressuscitação envolve critérios próprios e não deve ser confundido com a decisão do leigo de simplesmente parar porque já se passaram alguns minutos.
Perguntas frequentes sobre parada cardiorrespiratória
Como saber se uma pessoa está em parada cardiorrespiratória?
Para o socorrista leigo, suspeite de PCR quando a pessoa não responde e não respira normalmente. Respiração agônica ou gasping também deve ser considerada anormal.
Preciso verificar o pulso antes de fazer RCP?
Não se você é um socorrista leigo. As diretrizes atuais orientam o reconhecimento pela ausência de responsividade associada à ausência ou anormalidade da respiração.
A pessoa em PCR pode fazer barulho ou parecer respirar?
Sim. Pode ocorrer gasping, com arfadas, roncos ou inspirações irregulares. Isso não representa respiração normal.
Parada cardíaca é a mesma coisa que infarto?
Não. No infarto existe comprometimento do fluxo sanguíneo para parte do coração. Na parada cardíaca, o coração deixa de manter circulação eficaz e a pessoa fica irresponsiva e não respira normalmente. Um infarto pode, entretanto, evoluir para uma parada cardíaca.
Uma pessoa desmaiada está em parada cardíaca?
Não necessariamente. Uma pessoa desmaiada pode permanecer respirando normalmente. A ausência de resposta associada à respiração ausente ou anormal é o que deve fazer o leigo suspeitar de PCR.
Posso fazer alguma coisa enquanto a ambulância não chega?
Sim. Acione o serviço de emergência, siga as orientações da central, inicie RCP quando indicada e utilize um DEA assim que estiver disponível.
Qual número devo ligar?
No Brasil, o SAMU é acionado gratuitamente pelo 192 e Corpos de Bombeiros pelo 193 e funciona 24 horas por dia. Dependendo da natureza da ocorrência, outros serviços públicos de emergência também podem ser acionados.
Qualquer pessoa pode utilizar um DEA?
O DEA foi desenvolvido para orientar o usuário durante o atendimento. Ao ser ligado, fornece instruções e analisa o ritmo antes de indicar um choque.
É possível sobreviver a uma parada cardíaca?
Sim. A sobrevivência depende de vários fatores, mas reconhecimento precoce, acionamento rápido do sistema de emergência, RCP precoce e desfibrilação rápida fazem parte da Cadeia de Sobrevivência justamente porque podem melhorar as chances de sobrevivência e recuperação.
Conclusão
A parada cardiorrespiratória é uma emergência em que o coração deixa de manter uma circulação sanguínea eficaz.
Para o socorrista leigo, não é necessário realizar uma avaliação médica complexa para suspeitar do problema.
Guarde principalmente isto:
A pessoa não responde?
Ela não respira normalmente ou apresenta apenas gasping?
Suspeite de parada cardíaca.
Acione imediatamente o serviço de emergência, inicie a RCP e providencie um DEA assim que possível.
Reconhecer a PCR é o primeiro passo.
Saber executar corretamente a ressuscitação é o próximo
Referências
- AMERICAN HEART ASSOCIATION (AHA). 2025 American Heart Association Guidelines for Cardiopulmonary Resuscitation and Emergency Cardiovascular Care – Adult Basic Life Support. 2025. Disponível em: American Heart Association – Adult Basic Life Support. Acesso em: 17 ago. 2026.
- AMERICAN HEART ASSOCIATION (AHA). Chain of Survival. American Heart Association. Disponível em: American Heart Association – Chain of Survival. Acesso em: 17 ago. 2026.
- AMERICAN HEART ASSOCIATION (AHA). What is CPR? American Heart Association. Disponível em: American Heart Association – What is CPR?. Acesso em: 17 ago. 2026.
- BRASIL. Ministério da Saúde. SAMU 192 — Serviço de Atendimento Móvel de Urgência. Brasília: Ministério da Saúde. Disponível em: Ministério da Saúde – SAMU 192. Acesso em: 17 ago. 2026.
- CORPO DE BOMBEIROS MILITAR DE MINAS GERAIS (CBMMG). Instrução Técnica Operacional nº 23 — Protocolo de Atendimento Pré-Hospitalar. 4. ed. Belo Horizonte: CBMMG, 2026.
- CORPO DE BOMBEIROS MILITAR DE MINAS GERAIS (CBMMG). Manual de Bombeiros Militar: Atendimento Pré-Hospitalar (MABOM APH). 3. ed. Belo Horizonte: CBMMG, 2025.





